terça-feira, 28 de outubro de 2008

mais uma pausa...

Pois é, mais uma enorme pausa. Assim, fica difícil!

Mas, quem disse que a vida é fácil?

Vou novamente tentar retomar a freqüência das postagens.

Abraço e desculpas pela ausência!

terça-feira, 25 de março de 2008

"'Veja' faz escola: 'Folha' também aposta em falsos dossiês" - Eduardo Guimarães

Mais um texto "emprestado":

"'Veja' faz escola: 'Folha' também aposta em falsos dossiês"

Por Eduardo Guimarães, no Cidadania.com

"Houve tempo em que a Folha (de S.Paulo) fazia-se seguir em vez de ela própria seguir algum veículo, mas é sintomático desse processo de mimetização em que o jornal vem se embrenhando momentos como o último domingo, quando reproduziu (mais uma) denúncia da Veja, agora acusando o governo Lula de ter montado um dossiê no qual figuram os gastos da Presidência da República à época de Fernando Henrique Cardoso.

O material estaria sendo usado pelo governo Lula para "intimidar" a oposição tucana e teria sido conseguido por esse governo usando-se recursos do Estado, tais como a Abin.

Se você acha ruim a Folha seguir os passos da Veja, acredite-me, ela fez ainda pior: seu portal de internet, o UOL, publicou, na tarde de domingo, uma manchete (principal) e, logo abaixo, em letras miúdas, chamada para uma enquete. A manchete dizia que Lula estaria gastando dinheiro público (do PAC) em "ano eleitoral", e a enquete perguntava o que o leitor estava achando disso.

Quando vi aquilo eu tinha acabado de ler coluna de Luis Nassif em que ele, que já foi membro do Conselho Editorial da Folha, falava do absurdo que era a reportagem da Veja e, tanto quanto eu, lamentava até onde caiu a Folha.

Só para constar: Nassif demoliu a matéria da Veja em meia dúzia de linhas, perguntando, entre outras coisas, por que Serra e outros governantes tucanos assinaram os acordos do PAC se o programa é eleitoreiro. Quereriam esses governadores e prefeitos tucanos ajudar Lula e o PT a lucrarem eleitoralmente?

Imediatamente acessei a enquete do UOL e colei lá a matéria do Nassif. Resultado: a sondagem, que não fazia nem 5 minutos que estava lá e que não tinha, ainda, nem uns 10 comentários, sumiu em mais uns dez minutos. E não voltou mais.

Já reportagem como a da Veja desta semana, até eu posso fazer. Digo que uma fonte - e não digo qual é, amparado pela lei de imprensa - afirmou qualquer coisa sobre qualquer um e os acusados que se virem para provar que são inocentes. Posso fazer qualquer acusação, se me derem o mesmo direito que a Veja parece achar que tem de acusar sem provas.

Dizem que a Veja está se desmoralizando e eu acredito, mas ela se desmoraliza já não é de hoje. Pior é a Folha mimetizando a Veja e a constatação de que a pior grande publicação brasileira de todos os tempos está se fazendo seguir da mesma forma como a Folha fez um dia, quando praticava um jornalismo independente.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Quem decide?

Em Alagoas, há uma crise com nove deputados afastados por terem desviado quase 300 milhões dos cofres públicos e tirando uma ou outra nota perdida na mídia do centro do país, nada! A mídia "nacional" prefere questionar os gastos dos cartões corporativos que (como no caso da Secretaria de Igualdade Racial gastou 200 mil, sendo 170 em aluguéis de automóveis porque a tal secretaria não dispõe de veículo) movimentam migalhas num orçamento de bilhões.

Quem decide o que é notícia? quais as mais importantes?

Quem paga os editores?

Quem patrocina os jornais?

Quais são os donos?

Nos últimos dias dois fatos mexeram o mundo midiático. O dossiê feito por Luís Nassif sobre a Veja e o afastamento de Paulo Henrique Amorim dos blogs da Ig.

Leia mais a respeito nas ligações abaixo:
http://luis.nassif.googlepages.com/home
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/materias13.asp
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34485

sábado, 22 de março de 2008

"Quando não devemos calar"

Dando prosseguimento aos textos alheios...


"Quando não devemos calar"


"Quando ocorreu a invasão do Equador pela Colômbia, no dia 1º do mês corrente, que resultou na morte de 20 combatentes e de um dos principais líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, escrevi um texto, revoltado com o que havia acontecido. Infelizmente, o texto que redigi não chegou aos jornais antes da solução adotada graças à pronta e corajosa intervenção dos governos latino-americanos, que deram ao mundo uma demonstração de unidade e força em defesa de sua soberania nacional."
Por Oscar Niemeyer


Como eu não me limitava a comentar as notícias sobre as Farc que surgiam nos jornais, mas mencionava fatos ou contatos que tive com aquele grupo, tomei a decisão de divulgar o artigo que havia elaborado e agora transcrevo:
"É bom, quando nos vemos diante da necessidade de escrever sobre qualquer assunto, verificarmos que a seu respeito já nos tínhamos manifestado anteriormente, que a nossa reação não surge de um fato novo ocorrido, mas de qualquer coisa que já nos tinha ocupado e sobre ela havíamos assumido uma posição definida.
Refiro-me ao que vem se passando com as Farc, um grupo de revolucionários que, instalados no território da Colômbia, vem-se opondo há décadas ao governo reacionário ainda existente naquele país.
É importante aqui registrar, aos que insistem em falar da violência dos revoltosos das Farc, a opinião do historiador britânico Eric Hobsbawm ("Globalização, democracia e terrorismo", Companhia das Letras): o combate ao terrorismo, ao longo dos últimos anos, por parte das autoridades colombianas, tem superado, em muito, a violência política desses guerrilheiros.
Lembro-me do emissário desse grupo que, muitos anos atrás, me procurou em meu escritório de Copacabana, pedindo-me que desenhasse um cartaz contra o Plano Colômbia, que, organizado pelo governo norte-americano, visava intervir nas Farc, ferindo a soberania do país.
Recordo a maneira emocionada como aquele emissário me falava do assunto, da revolta que exibia ao comentar a violência com que o governo colombiano tentava destruí-los. Em poucos dias, desenhei o cartaz que ele havia me pedido - um protesto contra aquele plano odioso. Uma colaboração política que muito me agradou, ao saber ter sido aquele cartaz utilizado até na Europa.
O tempo correu e, sem possuir a força para eliminar o movimento político já instalado no país, o governo reacionário de Bogotá passou a acusar a direção das Farc de ser conivente com o narcotráfico em crescente expansão na Colômbia.
Agora, no momento em que toda a América Latina se une contra as ameaças do imperialismo norte-americano, é que, numa atitude de violência e desrespeito inexplicável, o governo da Colômbia resolve invadir o território do Equador, comprometendo a unidade com que a América Latina tão bem vem se organizando contra todas essas pressões vindas dos Estados Unidos.
Com sensatez e firmeza, o governo brasileiro, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reclamou uma palavra de desculpa por parte do presidente colombiano, Álvaro Uribe. E de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, veio a resposta direta e corajosa que a esquerda latino-americana esperava.
Sabemos muito bem que os Estados Unidos têm a ambição de se apossar das riquezas existentes na Amazônia e que o governo da Colômbia se presta a servir de ponta-de-lança para essa finalidade.
Mas, agrada-nos, principalmente, constatar a maneira altiva e vigorosa com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem atuando frente aos problemas desta América Latina tão vulnerável e ofendida".


Fonte: Folha de S.Paulo

terça-feira, 18 de março de 2008

Aconteceu num 18 de março...

...de 1871 - Dia da Comuna

Instala-se a Comuna de Paris. 1º ensaio de regime socialista, tenta, segundo Marx, "tomar os céus de assalto". Mesmo afogada em sangue 72 dias depois, torna-se um marco da luta pelo socialismo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sobre a renúncia de Fidel


Enquanto não tenho como escrever vou repassar alguns textos interessantes que me chegaram...


de Frei Betto:


"A RENÚNCIA DE FIDEL "



"Fidel Castro, 81, renunciou às suas funções de presidente do Conselho de Estado de Cuba e Comandante-em-Chefe da Revolução. Entregue aos cuidados de sua saúde, prefere manter-se fora das atividades de governo e participar do debate político – que sempre o encantou – através de seus artigos na mídia. Permanece, porém, como membro do Birô Político do Partido Comunista de Cuba.

No próximo domingo, 24, Raúl Castro, 77, será eleito, pelos novos deputados da Assembléia Nacional, para ocupar as funções de primeiro mandatário de Cuba.

Esta é a segunda vez que Fidel renuncia ao poder. A primeira ocorreu em julho de 1959, sete meses após a vitória da Revolução. Eleito primeiro-ministro, entrou em choque com o presidente Manuel Urrutia, que considerou radical as leis revolucionárias, como a reforma agrária, promulgadas pelo conselho de ministros. Para evitar um golpe de Estado, o líder cubano preferiu renunciar. O povo saiu às ruas em seu apoio. Pressionado pelas manifestações, Urrutia não teve alternativa senão deixar o poder. A presidência foi ocupada por Osvaldo Dorticós e Fidel voltou à função de primeiro-ministro.

Estive em Cuba em janeiro deste ano, para participar do Encontro Internacional sobre o Equilíbrio do Mundo, à luz do 155º aniversário de nascimento de José Martí, figura paradigmática do país. Retornei em meados de fevereiro para outro evento internacional, o Congresso Universidade 2008, do qual participaram vários reitores de universidades brasileiras.

Nas duas ocasiões encontrei-me com Raúl Castro e outros ministros cubanos. Reuni-me também com a direção da FEU (Federação Estudantil Universitária); estudantes da Universidade de Ciências Informáticas; professores de nível básico e médio; e educadores populares.

Ilude-se quem imagina significar a renúncia de Fidel o começo do fim do socialismo em Cuba. Não há nenhum sintoma de que setores significativos da sociedade cubana aspirem à volta ao capitalismo. Nem os bispos da Igreja Católica. Exceção a uns poucos que, em nome dos direitos humanos, não se importariam que o futuro de Cuba fosse equivalente ao presente de Honduras, Guatemala ou Nicarágua. Aliás, nenhum dos que se evadiram do país prosseguiu na defesa dos direitos humanos ao inserir-se no mundo encantado do consumismo...

Cuba não é avessa a mudanças. O próprio Raúl Castro desencadeou um processo interno de críticas à Revolução, através das organizações de massa e dos setores profissionais. São mais de 1 milhão de sugestões ora analisadas pelo governo. Os cubanos sabem que as dificuldades são enormes, pois vivem numa quádrupla ilha: geográfica; única nação socialista do Ocidente; órfã de sua parceria com a União Soviética; bloqueada há mais de 40 anos pelo governo dos EUA.

Malgrado tudo isso, o país mereceu elogios do papa João Paulo II por ocasião de sua visita, em 1998. No IDH 2007 da ONU, o Brasil comemorou o fato de figurar em 70º lugar. Os primeiros setenta paises são considerados os melhores em qualidade de vida. Cuba, onde nada se paga pelo direito universal à saúde e educação de qualidades, figura em 51º lugar.

O país apresenta uma taxa de alfabetização de 99,8%; conta com 70.594 médicos para uma população de 11,2 milhões (1 médico para 160 habitantes); índice de mortalidade infantil de 5,3 por cada 1.000 nascidos vivos (nos EUA são 7 e, no Brasil, 27); 800 mil diplomados em 67 universidades, nas quais ingressam, por ano, 606 mil estudantes.

Hoje, Cuba mantém médicos e professores atuando em mais de 100 países, incluído o Brasil, e promove, em toda a América Latina, a Operação Milagros, para curar gratuitamente enfermidades dos olhos, e a campanha de alfabetização Yo si puedo (Sim, eu sou capaz), com resultados que convenceram o presidente Lula a adotar o método no Brasil.

Haverá, sim, mudanças em Cuba quando cessar o bloqueio dos EUA; forem libertados os cinco cubanos presos injustamente na Flórida por lutarem contra o terrorismo; e se a base naval de Guantánamo, ora utilizada como cárcere clandestino - símbolo mundial do desrespeito aos direitos humanos e civis - de supostos terroristas for devolvida.

Não se espere, contudo, que Cuba arranque das portas de Havana dois cartazes que envergonham a nós, latino-americanos, que vivemos em ilhas de opulência cercadas de miséria por todos os lados: "A cada ano, 80 mil crianças morrem vítimas de doenças evitáveis. Nenhuma delas é cubana." "Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma é cubana.""


Frei Betto é escritor, autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros.

sábado, 8 de março de 2008

Depois de um longo verão...


Resolvi reativar este diário (blog)...

Vamos ver se o tempo permite uma atualização mais constante...

Hoje não, talvez mais tarde...